sobre

The project, the artist, the team. 

Habitathos

Habitathos é uma série fotográfica registrando pintura em telas vivas (conhecido como "living art"), criado por Ana Siqueira e executado totalmente em painéis originais do famoso artista modernista brasileiro: Athos Bulcão. 

Sobre Athos

Athos Bulcão está presente no dia-a-dia de muitos cidadãos do mundo, em especial dos Brasilienses pois nessa cidade estão espalhadas o assombroso número de (até então catalogadas) 261 obras desse artista. Tais obras se espalham por toda a cidade e podem ser vistas principalmente em ambientes públicos (como escolas, igrejas, teatros, sedes governamentais, o aeroporto, a universidade, praças, parques, museus, etc.), mas também se encontram em ambientes privados (como casas, hotéis, restaurantes, empresas e prédios residenciais).

Apesar de ser um artista multi meios (fazendo colagens, pinturas, desenhos, esculturas, painéis de madeira e pedra, etc.), Athos destacou-se aos olhos populares como azulejista, quando comissionado junto ao arquiteto Oscar Niemeyer no fim dos anos 1950 a integrar com sua arte a aquitetura moderna dos muitos prédios da nova capital - Brasília. Athos (que até então era familiar apenas com a técnica de mosaico) escolheu usar o azulejo por motivos estratégicos: o material era de rápida instalação, durável, de pouco custo e permitia liberdade criativa. 

O design de Athos não se restringe ao que ocorre dentro do azulejo individualmente, com sua disposição aleatória de elementos ele elevou a azulejaria a um ponto em que o painel como um todo faz o sentido, integrado ao design do ambiente ao redor. 

Num casamento perfeito entre Athos Bulcão e os estilos criativos de Oscar Niemeyer e Burle Marx, tem-se um corpo de trabalho responsável por construir dentro dos Brasilienses uma identidade estética própria, dando a eles uma vivência urbana única - no mundo.  

O Conceito

O conceito gira em torno da exposição de longo prazo vivida pelo urbanita aos painéis de Athos Bulcão.

Ao unir a simplicidade óbvia (da geometria, das formas minimalistas e do uso restrito de cores básicas) com a sutileza genial da "aleatoriedade" dos elementos (as vezes meticulosamente calculada, as vezes intuitiva) a tímida mente artística de Athos gerou um enorme corpo de trabalho que ensina diariamente a identidade visual modernista brasileira à multidões. 

O espectador sempre se intriga: à primeira vista para, fotografa e parece absorvido. Alguns painéis são populares como fundo de avatares na internet, entusiastas encomendam azulejos emoldurados para decorar suas casas (chegando até a replicar paredes inteiras), alguns fãs vão além e tatuam os designs de Athos na pele... O desenho fala por eles: o que consideram belo, quem eles são, de onde vêm.

"Me impressiono com o valor simbólico que o ser humano dá à arte, para mim, isso é um fenômeno por si só. Minha motivação pessoal para o projeto tem origem numa curiosidade antropologica, então eu enfrento o Habitathos como um estudo/pesquisa, de forma vagua. Eu quero ouvir os pensamentos, as histórias... para então compor algo que releve melhor os mecanismos dessa dinâmica entre o público e o amor cego-surdo-e-burro que temos pela arte. Eu precisava aproximar as pessoas da arte com a qual se identificam e tomei isso literalmente: Acho que o Habitathos representa o que queremos quando identificamos 'beleza'. Ter ela, ser ela, viver nela - fusão e purificação.  Daí o nome "Habitathos": É uma 'alegoria hiperbólica' sobre essa relação humano/arte, que é nossa forma favorita de escapismo, transcendência e cura". 

 A escolha dos modelos é parte fundamental do conceito pois leva-se em consideração as narrativas pessoais e o envolvimento com as obras de Athos Bulcão. 

A Técnica

A técnica usada é a pintura corporal, um segmento da maquiagem pouco conhecido no Brasil.  A maquiagem para muitos se reduz ao seu uso para glamour (seja na moda, no dia-a-dia, em eventos especiais, filme, tv e publicidade), mas poucos sabem que o mesmo meio é responsável pela disciplina de efeito especiais físicos, caracterização e pela maquiagem artística. A maquiagem é pertinente no dialogo entre aparencia e identidade.

Praticada em artes performáticas (teatro/dança), na arte de rua e muito vista no carnaval (especialmente no Brasil), a maquiagem em sua esfera artística se desenvolve no mundo com uma excelencia estética que a coloca em meio às galerias de arte, num misto de pintura e retrato.

 

A artista 

Nascida e criada em Brasilia, Ana Siqueira queria seguir seu impulso artístico sem abrir mão do contato com as pessoas e suas narrativas. Escolheu então a maquiagem como meio, usando corpos e rostos como telas. Baseou-se em Nova York onde a maquiagem é largamente reconhecida como arte e onde a diversidade etno-cultural fornece inspiração infinita. 

Ana atribui sua paixão pelo design modernista, pelo minimalismo e grafismo  ao seu crescimento em Brasília: navegando cotidianamente uma cidade-arte, impregnando sua identidade estética com Oscar, Athos, Burle e Lúcio - muito concreto, espaço e linhas.

Seus objetivos com Habitathos são disseminar nacional e internacionalmente o genial estilo de um tímido fenomeno da estética modernista nacional - Athos Bulcão - bem como fortalecer a conexão entre maquiagem e arte no Brasil. 

Ana Siqueira dirige, produz e assina a arte do projeto Habitathos.

 

 Ana Siqueira

Ana Siqueira

O time

Kazuo Obubo - Fotógrafo

Kazuo Okubo é fotógrafo e galerista. Começou sua carreira aos 15 anos, como assistente do pai, Arlindo Okubo. Em 1989, passou à fotografia publicitária, tendo recebido diversos prêmios. Desenvolve trabalhos autorais desde 2003. Há sete anos inaugurou a primeira galeria do Centro-Oeste especializada em fotografia, A Casa da Luz Vermelha, onde coordenou e produziu dezenas de exposições, workshops e eventos. Entre suas exposições individuais destacam-se Minha praia(Prêmio mObgraphia, MIS, 2015); PAISAGimagem (curadoria de Rosely Nakagawa, 2012); Eu te amo (curadoria de Rosely Nakagawa, 2011); e De todas as formas(curadoria de Paulo Faria, 2007). Participou também de coletivas, como Onde anda a onda (Museu Nacional da República, 2015); Brazilian eyes (Miami, 2015); West Encounter East (Miami, 2012) e 11 Photographes Brésiliens (Paris, 2009).

Celso Júnior - Fotógrafo

Nascido em Ribeirão Preto (SP) e formado em jornalismo, Celso integrou o time do jornal O Estado de S. Paulo por 15 anos, cobrindo importantes eventos mundiais (como as Copas do Mundo da Alemanha em 2006 e da África do Sul em 2010; e em Roma a morte do Papa João Paulo II e a eleição de Bento XVI). Também durante sua atuação no Estado de S. Paulo, publicou cadernos especiais voltado para o resgate histórico do país (destaque para “Guerras Desconhecidas do Brasil” e “ Meninos do Contestado”.)

Vencedor de importantes prêmios na área da fotografia (como o Prêmio de Excelência Jornalística da Sociedade Interamericana de Imprensa, o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos,  Prêmio Embratel de Jornalismo, o Prêmio do Júri da Conferência Latino Americana de Jornalismo Investigativo, dentre outros) Celso navegou o rio Amazonas por três anos colhendo imagens que resultaram no livro “O rio, uma viagem pela alma do Amazonas”.  

Atualmente, Celso integra a equipe da publicação GPSBRASILIA e tem lugar cativo atrás das lentes no projeto Habitathos

 

 
 Celso Júnior

Celso Júnior

Guilherme Siqueira - Relações Públicas

Proprietário de empresa que leva seu nome e formado em Publicidade e Propaganda, Guilherme Siqueira atua com eventos e relações públicas, representando empresas que buscam se promover no mercado de Brasília. Guilherme também é socio fundador da publicação GPSBRASILIA , empresa que assina o principal portal online e revista impressa de lifestyle na Capital Federal. 

 

 Guilherme Siqueira

Guilherme Siqueira